Apesar de sempre causar muita curiosidade, cleptomania é uma doença pouco estudada, mal compreendida e cercada de preconceitos. Recentemente em nosso meio ela vem recebendo atenção e despertando a curiosidade da população.

O impulso de roubar, também conhecido como cleptomania ou furto compulsivo, é uma doença psiquiátrica que leva ao furto frequente de objetos de lojas ou de amigos e familiares, devido a um impulso incontrolável de possuir algo que não é seu. O furto não é cometido por vingança, desejo de retaliação, ou para obtenção de qualquer vantagem e o paciente em geral não sabe explicar por que sua escolha por determinado objeto, ou por que o impulso aflorou naquele instante.

Portanto, suas motivações não são conscientes.

Observa-se que os objetos furtados em geral são de pequeno porte, sem valor financeiro, mas que podem ter um valor emocional ou estar identificados ao proprietário. Por exemplo: uma caneta; uma bijuteria velha, porém incomum; etc. Lojas de departamento e estabelecimentos comerciais também se encontram entre as vítimas preferenciais de um cleptomaníaco. Nesses lugares, os objetos mais comumente furtados são embalagens pequenas e brilhantes que atraem o olhar. Cosméticos e bombons estão entre os mais visados e, porque entre os cleptomaníacos predominam as mulheres, também existe uma preferência por peças do vestuário feminino, lingeries e tudo que se relaciona à identidade feminina.

O cleptomaníaco raramente busca auxílio para o seu problema de perda de controle e quando isso acontece, em geral é determinado pelo estresse emocional e muitas vezes o paciente não confessa a verdadeira causa de seu desconforto.

Habitualmente cleptomania está associada a transtornos depressivos e ansiosos, complicações legais e má qualidade de vida. Seu tratamento inclui medicações para os outros transtornos emocionais associados e psicoterapia para o transtorno do impulso.

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