O transtorno bipolar é um problema em que as pessoas alternam entre períodos de muito bom humor e períodos de irritação ou depressão. As chamadas “oscilações de humor” entre a mania e a depressão podem ser muito rápidas e podem ocorrer com muita ou pouca frequência.

As causas do transtorno bipolar são incertas, porém há fatores conhecidos por desempenharem papel no risco para essa doença mental, como:

  • Hereditariedade: o transtorno bipolar ocorre mais freqüentemente em membros da mesma família e pode ser levado por gene herdado de um ou ambos os pais.
  • Alterações químicas: pessoas com transtorno bipolar têm alterações químicas no cérebro que estão sendo estudadas para saber se são causa ou efeito.
  • Estresse: situações que causam estresse incomum podem engatilhar episódio maníaco-depressivo.

Como qualquer doença mental, o transtorno bipolar não é um sinal de fraqueza moral ou causado por algo que a pessoa fez ou deixou de fazer. Também, como qualquer doença mental, não pode desaparecer sem tratamento.

O diagnóstico do transtorno bipolar é clinico, baseado no levantamento da história e no relato dos sintomas pelo próprio paciente ou por um amigo ou familiar. Em geral, ele leva mais de dez anos para ser concluído, porque os sinais podem ser confundidos com os de doenças como esquizofrenia, depressão maior, síndrome do pânico, distúrbios da ansiedade. Daí a importância de estabelecer o diagnóstico diferencial antes de propor qualquer medida terapêutica.

Transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e outras drogas), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.

A psicoterapia é outro recurso importante no tratamento da bipolaridade, uma vez que oferece suporte para o paciente superar as dificuldades impostas pelas características da doença, ajuda a prevenir a recorrência das crises e, especialmente, promove a adesão ao tratamento medicamentoso que, como ocorre na maioria das doenças crônicas, deve ser mantido por toda a vida.

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